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Quarta Colônia Italiana do RS

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Registro Fotográfico





Registros fotográficos

Propriedade, hoje tapera, que pertenceu a João Rorato próximo a Vila Ceolin em São João do Polesine.
Comentário: Olá, sou José Ricardo, filho de Getúlio (3º filho de Otávio Roratto), fiquei muito feliz com a história de nossa família, nasci em Polêsine e morava na colônia da Larangeira, hoje moro em Alegrete.Lendo as palavras do Pe Ilvo me remeti àquele lugar (quanta saudade), de lá sai com 8 anos, lembro da casa antiga com a cozinha separada, do galpão de dois andares (hoje pertencentes a meu tio Elias) do cerro com suas nascentes de água cristalina, dos vizinhos (Buriol, Pozzobom, Pivetta, Pavanato, dos Santos (quem não lembra do Seu João, Neno, Eli), dos Ceolin e tantos outros que seria impossível citá-los todos.Obrigado por me oportunizarem conhecer a minha própria história.(zeroratto@bol.com.br)José Ricardo.

Casa de José Domingos Rorato, que pertenceu a seu pai, o imigrante Francesco Giacomo, que foi destruída por um temporal em 1964.


.José Domingos Rorato acompanhado por dois netos
Federico Rorato
Vale Vêneto


Memorial
Tres Vendas

Dr. PASINI – A PRIMEIRA CIRURGIA

Sem recursos adequados e tendo como local um hospital provisório é feita a primeira cirurgia em imigrante.

O Dr. Passini (*) foi um homem que causa muita admiração entre os habitantes da Quarta Colônia, sobretudo, Ribeirão e São João do Polêsine, ainda nos dias de hoje. Em seus 70 anos foi Médico, farmacêutico, professor, Coronel da Guarda Nacional do Brasil, jornalista, comerciante, inspetor das escolas do quinto distrito de Cachoeira do Sul, zelador e fabriqueiro da igreja, tendo chegado em solo brasileiro com 35 anos.Ao instalar em Ribeirão, em 1904, continuava a escrever reportagens ao Jornal de Porto Alegre onde havia trabalhado como redator e instalou sua farmácia com grande estoque de medicamentos, laboratório e ambulatório, onde assistia a toda a região. Sua preparação em Medicina aconteceu na Universidade de Veneza-Itália. Sua fama ia crescendo e cresciam também os clientes vindos das mais longínquas localidades a fim de consular com o famoso Doutor Passini (ou Pasin). Tinha a ajuda dos colegas Dr. Sílvio Scopel, de Cachoeira do Sul; Dr. Garcias e Dr. Turi, de Santa Maria e mais tarde do Dr. Wenck, de Dona Francisca, para os casos mais graves. Em Ribeirão realiza cirurgias, a partir de 1914, em sua Escola tendo Hotel Campagna, servindo de hospital provisório, na mesma localidade. Os dois primeiros pacientes foram: Batista Roratto e Ângelo Desconzi. Homem de grande coração foi a Porto Alegre, em 1908, solicitar junto ao governador uma Escola Estadual gratuita para a localidade de Ribeirão, sendo prontamente atendido. Muitos alunos foram alfabetizados pelo professor Pasini, chegando a ter mais de 80 alunos. O Senador Alberto Pasqualini também estudou com Pasini, além de Arlindo Pasqualini, especialista em comunicação e posteriormente diretor e presidente do Jornal Diários Associados, em Porto Alegre, são duas pessoas que se destacaram, entre tantas outras que poderíamos citar aqui. Como Zelador e Fabriqueiro Chefe da igreja São Pedro, em Ribeirão, promoveu a construção de uma nova igreja e toda a alfaia da mesma, além de incentivar e promover grandes festas religiosas naquela localidade. Com seus recursos, mandou confeccionar em torno de 50 ternos completos, tanto para rapazes, quanto moças, distribuindo a população nos dias que precediam as festas. Seu carro, o único da região, causava medo e curiosidade entre a população, um Ford 29, que fazia com que, ao passar, as pessoas cheirassem o chão para sentir o odor das borrachas dos pneus. Dr. Pasini foi um líder nato, em todos os segmentos da sociedade, merecendo nosso respeito e admiração.

Fontes de referência: Depoimento de Dirceu Guarienti. Livro: Ribeirão Sua Fundação, sua história, seu povo, sua memória de Granadilia Foletto, depois como local de recuperação. (Disponível em < http: /www. polesine.com.br > acessado em 09/04/2004.).

( * ) GUIDO CARLOS PASINI – filho de Giovani Pasini e Tereza Pavanetto, nascido em 19.12.1859, em San Giácomo di Treviso. Esta sepultado em Ribeirão – São João do Polêsine – RS. (do livro: Colonizadores da Quarta Colônia.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

OS ENCONTROS DA FAMÍLIA RORATO

Descendentes de Ângelo Rorato e Maria Gotardo Rorato se reúnem no sul do Brasil. Já foram realizados dois encontros dos descendentes de Ângelo e Maria Gotardo Rorato. Os encontros aconteceram por iniciativa de pessoas como Paulo Roberto Rorato de Santa Maria e Adagir Celestino Rorato de Faxinal do Soturno, que foram incansáveis na organização destes. Os encontros foram organizados com objetivo dos parentes se conheceram recordar o passado, manter via a tradição italiana, os usos e costumes trazidos pelos nossos antepassados, através da conversa e da cantoria, dos jogos de mora, baralho, entre outros e conhecer novos parentes e estabelecer grandes e duradouras amizades.

O primeiro encontroEste aconteceu no dia 20 de agosto do ano 2.000. O local escolhido foi Vale Vêneto, por ser lá o berço dos Rorato, no sul do Brasil. A festividade iniciou às 8 horas, com a identificação dos descendentes presentes. Às 10 horas, houve missa celebrada pelos padres palotinos Clementino Marcuzzo e os irmãos Lauro Trevisan e Vítor Trevisan, descendentes da família. Durante o sermão o Padre Lauro fez um grande relato sobre a viagem dos imigrantes até chegar ao vale. A missa foi acompanhada nos cantos pelo Coral Santa Cecília, comandado pelo maestro José Paulo Rorato. Fazem parte deste coral Adagir C. Rorato e sua esposa Nilva Zanini Rorato. Foi uma missa inesquecível. No final, todos de mãos dadas cantavam a música considerada um hino aos imigrantes “Mérica, Mérica, Mérica...” e se abraçaram. Ao meio dia foi servido um almoço à italiana, para mais de 300 participantes. Durante o resto da tarde houve confraternização, a identificação do grau de parentesco entre os presentes através da conversa e muita diversão.
O segundo encontroFoi no ano de 2.001, no dia 13 de outubro. Às 10 horas houve uma celebração de missa pelos padres palotinos Ilvo Roratto e Vítor Trevisan, na Igreja Corpus Christi de Vale Vêneto. Auxiliaram na missa com as leituras os irmãos A. G. Rorato e Lucina Maria Rorato. Os cantos foram acompanhados pelo Coral Santa Cecília de Faxinal do Soturno, dirigido pelo maestro José Paulo Rorato. Após todos se dirigiram ao Salão Paroquial para a identificação e almoço. Nele foi servido, bife à milaneza, galeto, rizoto, pão e cuca, e saladas. Das 15 horas às 19 horas houve um show-baile com Kiko Lemos de Santa Maria, que animou a festa divertindo os presentes. À noite houve um jantar à italiana para os que lá ainda permanecia. O cardápio era sopa de agnolini, pão e cuca e salada. Neste encontro não houve uma participação grande como no anterior. O padre Ilvo Roratto, foi sábio em falar, durante o sermão da missa, referindo-se ao número de pessoas, comparando com o encontro anterior: “são em menor número, mas os peixes que estão aí, são graúdos e fortes”, é claro, com capacidade de bem representar e compensar os ausentes.

Comunidade de Esquina Londero

Em busca de oportunidades um grupo de descendentes de italianos deixa a 4ª Colônia e se embrenham na mata próximo ao Rio Uruguai na divisa com a Argentina.
Na década de 1930, um brasileiro de nome Itálico Londero, adquiriu uma gleba de terras na vizinha República Argentina, na Província de Missiones, para a exploração de madeiras.
Londero era natural de Santa Maria. Instalou s
errarias e beneficiadeiras de madeira na costa do rio Uruguai. Reuniu para isso, um grande número de trabalhadores, formando pequenas povoações, dos quais a maioria eram de brasileiros.

A única via de transporte para essa população era o rio Uruguai A povoação ali formada passou a chamar-se Londero, devido ao nome do proprietário da gleba e das indústrias.
Na década de 1940, famílias dos municípios de Cachoeira do Sul e de Santa Maria entre outros, vieram estabelecer-se na costa do rio Uruguai, e
m terras brasileiras, em frente ao referido Londero, no então município de Santa Rosa.
De início foi aberto um porto na costa brasile
ira para facilitar as relações entre os dois núcleos de povoação, pois, grandes partes dos provimentos, para os moradores da Argentina, eram feitas no Brasil. Este porto passou a chamar-se Porto Londero, do lado brasileiro e Puerto Londero do lado argentino.
Mais tarde, com a vinda de novas famílias a povoação brasileira foi aumentando. Foram abertas estradas e as moradias aumentavam em
número.

Primeira igreja católica inaugurada em 1949, cuja primeira cristã batizada foi Lucina M. Rorato.
Pensou-se logo na educação e formação dos filhos. Assim era necessária a construção de uma escola para o atendimento do ensino às crianças. A idéia foi lançada e logo a obra foi atacada.
O lugar par a escola foi escolhido uma localidade mais central, acessível a maioria da população, distante a 4 quilômetros do porto. Ao redor da escola, que serviu de igreja por muito tempo, instalaram-se diversas famílias, formando uma peq
uena e próspera população que passou a chamar-se esquina Londero. Foi primeiro Professor o Senhor Aurélio Nogara, pessoa da própria comunidade que possuía maiores formações.
Havendo ali um entroncamento de estradas, passou
a chamar-se Esquina Londero, que se localiza no interior de Dr. Maurício Cardoso, à margem esquerda do Rio Uruguai, aproximadamente 10 quilômetros da. Na época de fundação pertencia a Santa Rosa. A partir de 1954, ao município de Horizontina. A partir de 1988, com a emancipação de Dr. Maurício Cardoso, pertence a este município.
As primeiras famílias colonizadoras chegaram na década de 40, de origem italiana, provindos das localidades de Vale Vêneto, Ribeirão, São João do Polêsine, Val Fetrina, Val Veronês e Val de Buia, na 4ª Colônia. Na verdade eram filhos e neto
s de imigrantes que com a formação de novas famílias não havia mais espaço naquelas comunidades. Com o surgimento da Colonização de Santa Rosa, com novas terras, para cá vieram e se estabeleceram para dar uma condição melhor de sobrevivência e futuro para seus filhos. Eram famílias com grande número de filhos.
As famílias de descendentes de italianos vindas da 4ª Colônia eram: os Chiapinotto, Dotto, Ferrari, Bolzan, Foletto, Pivetta, Rorato, Guarienti, Cremonese, Zanini, Nardi, Nogara, Bortolin, Desconsi, Rossarola, Vicentini, Tonel, Michelotti, So
mavilla e Pozzobon. Depois vieram famílias italianas e de outras etnias.





Em primeiro plano, onde a família de Atanásio se estabeleceu e fixou sua morada por 45 anos. Hoje resta somente a lavoura. Ao fundo a localidade de Esquina Londero.



Comunidade de Esquina Londero

Casa Comercial da localidade que teve seu auge nas décadas de 50 e 60

Rorato - Em 1949, Atanásio Rorato transferiu residência de Vale Vêneto, para a Esquina Londero, onde adquiriu uma propriedade rural de 12 hectares. Naquela época a comunicação e os meios de transporte eram muitos difíceis. Encontrava-se muito pouco com os familiares, apenas em casamentos ou em caso de morte de familiar. Certa vez ficou 20 anos em ver seu irmão Luís, que morava na época em Manoel Viana. Encontraram-se no enterro da mãe Eliza. Desbravando muito mato no início e desenvolvendo atividades agrícolas até sua aposentadoria e onde criaram seus cinco filhos, todos lá nascidos. Sempre foi membro ativo na comunidade religiosa e escolar. Após ter criado, educado e encaminhado os filhos para a vida através dos estudos, mudou-se no ano de 1985 para a cidade de Santa Rosa, onde permaneceu até o final de sua vida.
Atanásio Rorato nasceu em 19 de setembro de 1920 em Vale Vêneto. Casou no dia 23 de agosto de 1947, com Clotilde Maria Dotto, nascida em 5 de maio de 1923, na Linha da Glória. O casamento civil ocorreu no cartório de Silveira Martins e o religioso na Igreja Corpus Christi de Vale Vêneto. Clotilde é filha de Ângelo Bráz Dotto e Marcelina Iop.

Professora Lucina M. Rorato - nasceu na comunidade, estudou e se tornou professora. Foi uma grande líder na juventude, coordenado vários projetos, enquanto lá residiu.

Comunidades de Santo Antonio e São Caetano

Três de Maio - RS., também abrigou filhos de imigrantes da família Rorato.

Os filhos dos imigrantes Benjamin Rorato e Maria Bordignon, Eugênio, Alexandre João, Eugênio, Olinto, filhos de naturais de Três Vendas, Restinga Seca, na 4ª Colônia, emigraram para as terras vermelhas e férteis de Santa Rosa, hoje Três de Maio, no distrito de Consolata, no início da década de 40, nas comunidades de Santo Antônio e Paulo, Ida e Tereza em São Caetano, na esperança de uma vida melhor, onde se fixaram e formaram sua descendência. Dedicavam-se a agricultura com muito trabalho e abnegação. Gostavam do que faziam.

Também se estabeleceram nas redondezas, os filhos de Federico Rorato e Henriqueta Casarotto: Olímpio, Ottília e Aldo. Muitos descendentes deixaram, amigos e familiares próximos e foram buscar novas terras nos estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, pois as famílias cresciam e os espaços para a agricultura diminuindo, obrigando a imigração para estes estados, além de cidades da região. Mesmo assim, existe um grande número de famílias que permaneceram.
Santo Antônio e São Caetano são pequenas comunidades, mas grandes na sua atuação dentro do município de Três de Maio, gerando muita riqueza na área da agricultura, produzindo soja, trigo, milho e leite.

O povoado Santo Antonio realiza anualmente no mês de junho a festa de seu padroeiro, que empresta o nome para a localidade, onde os moradores daquela região reúnem-se e festejam seu padroeiro. Comunidade com muita fé e religiosidade, calcada nos princípios morais e cristãos herdados dos antepassados.
Foto acima: Capela do Povoado Santo Antônio. Foto abaixo: Capela de São Caetano-Três de Maio-RS.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O ONIBUS DO RORATO

O velho ônibus fazia o trajeto até Santa Maria e carregava de tudo.



O ônibus da foto (castigada pelo tempo), pertenceu ao Sr. Aldo Rorato. Fotografado por Ângelo Braz Dotto, em 22 de junho de 1938, quando levava convidados de Vale Vêneto para Val Varonês, na festa de casamento de Ângelo Perobelli e Tereza Dotto. Após uma forte chuva que ocasionou uma enchente, a estrada virou um lamaçal. Nota-se que os rodados traseiros estão acorrentados, mas mesmo assim atolou. As correntes que contornavam os rodados era uma forma de se garantir no leito da estrada, os rodados não patinar e derrapar. Precisou a força humana para prosseguir viagem. A foto pertence à Clotilde Dotto Rorato, filha do fotógrafo. Quando nos cedeu esta foto, apesar de sua idade de 85 anos, nos relatou o fato. Algumas pessoas são lembradas e identificadas por ela na foto, como Rafael Possati, que está sentado na parte lateral do ônibus e a senhora a sua frente é Rita Bortoluzzi. Este ônibus transportava passageiros para a região de Santa Maria e vice-versa. Era o melhor meio de transporte da época. Além das pessoas, chegava a transportar pequenos animais e produtos agrícolas para serem comercializados na cidade e de lá traziam mantimentos para o sustento das famílias.
Concórdio Genuíno Dotto, em sua Obra Meu Caminho de Ser Gente Entre a Gente..., menciona e descreve sobre o ônibus de Aldo Rorato. Diz o seguinte: Os fardos de fumo eram carregados em carretas ou no velho ônibus de Aldo Rorato, levado ao Porto Macaco, no Jacuí, a dez ou doze quilômetros de distância, para leste... Num capítulo posterior, comenta mais: Os de perto já haviam saído e só restavam os de mais longe, que dependiam do ônibus. Na época, só havia ônibus para a cidade (Santa Maria) três vezes por semana, as segundas, as quintas e aos sábados...
Também servia para o transporte do correio de Vale Vêneto para Santa Maria, viagem, que Domingos José Rorato, funcionário do Correio, fazia quase que cotidianamente, que antes de aparecer este ônibus, fazia o trajeto a cavalo.

No livro "La America dei sogni - um povo, uma história, uma conquista", o autor Nelson Bolzan ,escreve mais sobre o ônibus do Aldo Rorato. Destaca que dois ônibus o faziam lembrar na memória: o de David Pavesi e o de Aldo Rorato. Sobre este último, relata: " o ônibus do Sr. Aldo Rorato passava em frente à nossa casa, quando moravamos em Polêsine. Este senhor e seu veículo por longos anos, partiram de São João do Polêsine. Antes de clarear o dia, passava por Ribeirão, Vale Vêneto, subir o morro da gruta até Silveira Martins para descer a Santa Maria. Diariamente, o ônibus de bancos compridos e sem corredor, ia e vinha de Santa Maria com encomendas e passageiros. As estradas eram ruins, com subidas e descidas, pedras, poeira e barro. Mas o esforço do proprietário vencia qualquer obstáculo, muitas vezes com a colaboração dos passageiros a empurrar o carro, trocar pneus e carregar e descarregar bagagens que eram acomodadas em cima, na grade de bagageiros. Naquele tmpo era o único jeito de viajar um pouco mais longe. Raríssimos eram os automóveis e nos casos de doença, o ônibus parecia um presente caído do céu. Ir à cidade se revestia em acontecimento do ano, ou da vida, para a maioria daquele povo simples e trabalhador."

O RINCÃO DOS RORATTO

Comunidade localiza-se próximo a cidade de Santo Ângelo-RS.

O Rincão dos Rorattos, foi fundado pelo agricultor Sr. Fernando Feliciano Roratto.
Casou com a Sra. Diona Ângela Cossettin em São Valentin (Ijuí). Delá se deslocou para Barra São João e depois Comandaí, em Santo Ângelo, na década de 40. Filhos do casal Fernando Roratto: Vitélio, Cecília, Marino, Henrique, Amantino, Alfredo, Matilde, Clementina, Ésther Terezinha e Antônio. Fernando nasceu em São Rafael (Tres Vendas) na 4ª Colônia, em 18.10.1908 e faleceu no rincão onde está sepultado no dia 08.08.1973.

Muitos ainda permaneceram, mas outros deixaram o rincão e se estabeleceram em outras municípios do RS e até em outros estados.
A família Roratto muito tem feito pela comunidade, sendo todos os cidadãos conceituados e trabalhadores. São pessoas de atividades constantes, tudo tem feito pelo progresso da mesma.
Rincão dos Roratto pertence à região das Missões, município de Santo Ângelo, próximo do limite com o município de Giruá, no entroncamento da RST 344 (que liga Entre-Ijuís-Santo Ângelo-Giruá-Santa Rosa-Porto Mauá) com a rodovia BR 392, que vai a Cerro Largo, aproximadamente 300 metros do trevo, por estrada ensaibrada. Na vila a via principal esta calçada. Distante 10 km de da sede municipal, 20 km de Giruá e 40 km de Santa Rosa. Uma das referencia do local também é o Rio Comandai, no qual na
s proximidades há uma bela cascata e um bonito balneário. Este mesmo rio divide os municípios de Santo Ângelo com Giruá.

Vila pacata, ordeira, cujos moradores quase na totalidade são descendentes do fundador Fernando F. Roratto (filhos, netos e bisnetos). No local após sua fundação foi construída uma capela, um clube com amplo salão de festas e uma escola mantida pela municipalidade e comunidade.
O comércio local gira e torno do agro negócio. O relevo é quase plano com ondulações nas proximidades do Rio Comandai. O solo de coloração vermelha e fértil, bom para o cultivo de cereais como a soja, o milho e o trigo. No local possuía uma serraria, de Henrique Roratto, que outrora desempenhava um papel importante no desenvolvimento da comunidade.


Família do fundador do Rincão - Fernando Roratto


Placa indicativa da localidade na ERS 344.



Rincão dos Roratos é um dos quatorze distritos rurais do município brasileiro de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Situa-se ao norte da cidade.
Limita-se com os distritos de Comandaí, Sossego, Restinga Seca e Cristo Rei, com o perímetro urbano e com o município de Giruá.
A comunidade foi fundada na
década de 1950. No início da colonização, a produção para comércio era inexistente. A lavoura era só de subsistência. Platava-se milho, mandioca, feijão e abóbora. A partir de 1960, começara a plantar alfafa, trigo e soja
para comercializar.
O distrito foi reconhecido oficialmente através da Lei Municipal nº 1636, de
12 de abril de 1993.
Possui uma escola de
ensino fundamental e uma capela.

Cursos d'água: Arroio São José e Rio Comandaí
Referências
FREITAS, Délcio Possebon de, et al. Um olhar sobre os aspectos históricos e geográficos de Santo Ângelo. EdiURI, 2005.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rinc%C3%A3o_dos_Roratos