Postagem em destaque

Quarta Colônia Italiana do RS

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O ONIBUS DO RORATO

O velho ônibus fazia o trajeto até Santa Maria e carregava de tudo.



O ônibus da foto (castigada pelo tempo), pertenceu ao Sr. Aldo Rorato. Fotografado por Ângelo Braz Dotto, em 22 de junho de 1938, quando levava convidados de Vale Vêneto para Val Varonês, na festa de casamento de Ângelo Perobelli e Tereza Dotto. Após uma forte chuva que ocasionou uma enchente, a estrada virou um lamaçal. Nota-se que os rodados traseiros estão acorrentados, mas mesmo assim atolou. As correntes que contornavam os rodados era uma forma de se garantir no leito da estrada, os rodados não patinar e derrapar. Precisou a força humana para prosseguir viagem. A foto pertence à Clotilde Dotto Rorato, filha do fotógrafo. Quando nos cedeu esta foto, apesar de sua idade de 85 anos, nos relatou o fato. Algumas pessoas são lembradas e identificadas por ela na foto, como Rafael Possati, que está sentado na parte lateral do ônibus e a senhora a sua frente é Rita Bortoluzzi. Este ônibus transportava passageiros para a região de Santa Maria e vice-versa. Era o melhor meio de transporte da época. Além das pessoas, chegava a transportar pequenos animais e produtos agrícolas para serem comercializados na cidade e de lá traziam mantimentos para o sustento das famílias.
Concórdio Genuíno Dotto, em sua Obra Meu Caminho de Ser Gente Entre a Gente..., menciona e descreve sobre o ônibus de Aldo Rorato. Diz o seguinte: Os fardos de fumo eram carregados em carretas ou no velho ônibus de Aldo Rorato, levado ao Porto Macaco, no Jacuí, a dez ou doze quilômetros de distância, para leste... Num capítulo posterior, comenta mais: Os de perto já haviam saído e só restavam os de mais longe, que dependiam do ônibus. Na época, só havia ônibus para a cidade (Santa Maria) três vezes por semana, as segundas, as quintas e aos sábados...
Também servia para o transporte do correio de Vale Vêneto para Santa Maria, viagem, que Domingos José Rorato, funcionário do Correio, fazia quase que cotidianamente, que antes de aparecer este ônibus, fazia o trajeto a cavalo.

No livro "La America dei sogni - um povo, uma história, uma conquista", o autor Nelson Bolzan ,escreve mais sobre o ônibus do Aldo Rorato. Destaca que dois ônibus o faziam lembrar na memória: o de David Pavesi e o de Aldo Rorato. Sobre este último, relata: " o ônibus do Sr. Aldo Rorato passava em frente à nossa casa, quando moravamos em Polêsine. Este senhor e seu veículo por longos anos, partiram de São João do Polêsine. Antes de clarear o dia, passava por Ribeirão, Vale Vêneto, subir o morro da gruta até Silveira Martins para descer a Santa Maria. Diariamente, o ônibus de bancos compridos e sem corredor, ia e vinha de Santa Maria com encomendas e passageiros. As estradas eram ruins, com subidas e descidas, pedras, poeira e barro. Mas o esforço do proprietário vencia qualquer obstáculo, muitas vezes com a colaboração dos passageiros a empurrar o carro, trocar pneus e carregar e descarregar bagagens que eram acomodadas em cima, na grade de bagageiros. Naquele tmpo era o único jeito de viajar um pouco mais longe. Raríssimos eram os automóveis e nos casos de doença, o ônibus parecia um presente caído do céu. Ir à cidade se revestia em acontecimento do ano, ou da vida, para a maioria daquele povo simples e trabalhador."

O RINCÃO DOS RORATTO

Comunidade localiza-se próximo a cidade de Santo Ângelo-RS.

O Rincão dos Rorattos, foi fundado pelo agricultor Sr. Fernando Feliciano Roratto.
Casou com a Sra. Diona Ângela Cossettin em São Valentin (Ijuí). Delá se deslocou para Barra São João e depois Comandaí, em Santo Ângelo, na década de 40. Filhos do casal Fernando Roratto: Vitélio, Cecília, Marino, Henrique, Amantino, Alfredo, Matilde, Clementina, Ésther Terezinha e Antônio. Fernando nasceu em São Rafael (Tres Vendas) na 4ª Colônia, em 18.10.1908 e faleceu no rincão onde está sepultado no dia 08.08.1973.

Muitos ainda permaneceram, mas outros deixaram o rincão e se estabeleceram em outras municípios do RS e até em outros estados.
A família Roratto muito tem feito pela comunidade, sendo todos os cidadãos conceituados e trabalhadores. São pessoas de atividades constantes, tudo tem feito pelo progresso da mesma.
Rincão dos Roratto pertence à região das Missões, município de Santo Ângelo, próximo do limite com o município de Giruá, no entroncamento da RST 344 (que liga Entre-Ijuís-Santo Ângelo-Giruá-Santa Rosa-Porto Mauá) com a rodovia BR 392, que vai a Cerro Largo, aproximadamente 300 metros do trevo, por estrada ensaibrada. Na vila a via principal esta calçada. Distante 10 km de da sede municipal, 20 km de Giruá e 40 km de Santa Rosa. Uma das referencia do local também é o Rio Comandai, no qual na
s proximidades há uma bela cascata e um bonito balneário. Este mesmo rio divide os municípios de Santo Ângelo com Giruá.

Vila pacata, ordeira, cujos moradores quase na totalidade são descendentes do fundador Fernando F. Roratto (filhos, netos e bisnetos). No local após sua fundação foi construída uma capela, um clube com amplo salão de festas e uma escola mantida pela municipalidade e comunidade.
O comércio local gira e torno do agro negócio. O relevo é quase plano com ondulações nas proximidades do Rio Comandai. O solo de coloração vermelha e fértil, bom para o cultivo de cereais como a soja, o milho e o trigo. No local possuía uma serraria, de Henrique Roratto, que outrora desempenhava um papel importante no desenvolvimento da comunidade.


Família do fundador do Rincão - Fernando Roratto


Placa indicativa da localidade na ERS 344.



Rincão dos Roratos é um dos quatorze distritos rurais do município brasileiro de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Situa-se ao norte da cidade.
Limita-se com os distritos de Comandaí, Sossego, Restinga Seca e Cristo Rei, com o perímetro urbano e com o município de Giruá.
A comunidade foi fundada na
década de 1950. No início da colonização, a produção para comércio era inexistente. A lavoura era só de subsistência. Platava-se milho, mandioca, feijão e abóbora. A partir de 1960, começara a plantar alfafa, trigo e soja
para comercializar.
O distrito foi reconhecido oficialmente através da Lei Municipal nº 1636, de
12 de abril de 1993.
Possui uma escola de
ensino fundamental e uma capela.

Cursos d'água: Arroio São José e Rio Comandaí
Referências
FREITAS, Délcio Possebon de, et al. Um olhar sobre os aspectos históricos e geográficos de Santo Ângelo. EdiURI, 2005.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rinc%C3%A3o_dos_Roratos

domingo, 5 de outubro de 2008

Ruínas do moinho e o casarão dos Roratto

Ruínas do velho moinho ainda permanecem no meio da mata e o velho casarão dos Roratto ainda resiste teimosamente ao tempo, em Ribeirão.

Férias de 2007. Partimos para uma viajem. Parte desta viagem foi a busca de nossas origens. Em Ribeirão, uma localidade de descendentes italianos, em São João do Polesine, Quarta Colônia Italiana-RS, encontramos o Casarão dos Rorato e as ruínas de um velho moinho que pertenceu à família. Para chegar ao local, deixamos a estrada asfaltada, a poucos quilômetros antes de chegar à cidade, para quem vem de Vale Veneto, e seguindo poucos metros de chão arenoso, atravessamos uma pequena ponte. Logo à esquerda nos embrenhamos no mato para encontrar as ruínas de um velho moinho que ali existia construído por imigrantes da família Rorato – os irmãos Isaco e Giovanni Battista.
A construção foi levantada com pedras da região unidas com argila retirada do local. O acabamento era com areia e cal. Ainda há vestígios nas paredes.
O moinho pertencia a Isaco e Giovanni. Segundo informações de moradores antigos, o primeiro residia com a família numa casa próxima ao m
 oinho e o segundo, num casarão poucos metros acima.
Tempo mais tarde por decisão conjunta a sociedade foi desfeita e cada um foi para seu lado.



Para chegar ao local do moinho, tivemos a companhia de Celestino Dotto e de um primo seu. Ambos iam à frente, com um facão e abriam uma picada na mata para os que vinham atrás; eu, minha esposa Neusa, meus filhos Otávio Augusto e Gustavo Henrique, mais minha irmã Veronice. Nos movimentávamos com muita atenção, evitando aranhões com espinhos das unhas de gato, e de ferroadas e picadas de animais.
Após percorrer mais ou menos cem metros na mata, lá encontramos o que desejávamos. Vestígios e ruínas do velho moinho. Moinho que transformava os grão produzido pelos imigrantes e seus familiares em farinha que na cozinha era transformada em principalmente o fabrico da polenta, um dos principais alimentos das famílias, e
que dava sustentação ao braço forte, para executar as atividades de trabalho.
Restos de paredes do moinho sobrevivem teimosamente ao tempo, mesmo prejudicadas pelas intempéries, pela umidade do local, pela vegetação que se hospeda nas paredes e plantas que se desenvolvem, sombreiam e com suas raízes levantam as muradas que ainda resistem.
Logo acima o casarão do irmão, que vemos na foto acima. Este ainda resiste ao tempo, a mais ou menos um século, mesmo sem a conservação devida. Hoje a propriedade pertence à família Dotto, e o velho casarão serve de depósito e paiol. Lá ainda se encontram as pipas que o imigrante Giovani Battista fazia se vinho, conservado pela família. Alguns detalhes de construção como a estrutura do telhado, as paredes, as aberturas, a escadaria interna que liga ao andar posterior, em fim podem ainda serem vistos.

Um dos moradores do local, o velho, sábio e experiente Luís Pedro Dotto, com seus 94 anos de idade, de memória fantástica apesar da idade, nos prestou importantes informações sobre o moinho e o casarão dos Rorato.
(Fotos Arquivo Pessoal: acima foto ruínas do moinho e mais abaixo foto do moinho e do casarão.)


Mais imagens fotográficas: Ruínas do moinho



Mais imagens do antigo casarão:


A IMIGRAÇÃO INTERNA

Descendentes continuam com o espírito dos imigrantes e se deslocam pelo território brasileiro, na busca de oportunidades.
Os Rorato do sul
- Embora que na Itália o sobrenome é pouco difundido, no Brasil aconteceu o contrário. Há uma difusão muito grande da família que carregam o sobrenome Rorato, e um número muito grande também que levam outros sobrenomes, mas que tem em seu sangue um grau de parentesco. Mulheres casam passam a assinar com o sobrenome do marido, e assim acaba desaparecendo o sobrenome de origem, mas não deixa de ter a sua descendência. Há pelo menos 15 estados possuem descendentes dos Rorato, sendo os mais, por ordem: SP, RS, PR e SC. São Paulo e Rio Grande do Sul foram os dois estados brasileiros que receberam imigrantes com o sobrenome Rorato. Os outros estados que hoje fazem parte desta família foi resultado de uma imigração interna.
Rio Grande do Sul - Com o aumento da população foram diminuindo os espaços. As famílias foram em busca de novas terras com perspectivas que dessem sobrevivência e futuro para seus filhos. Os descendentes mantiveram em sua carga genética o espírito desbravador do imigrante, agora no Brasil. Várias famílias nos anos 1940/50 deixaram a 4ª Colônia e seguiram para a região de Santa Rosa, Santo Ângelo, e Ijuí, em busca de uma nova afirmação para a sua atividade. Lá encontraram mato e terra vermelha fértil, que produzia de tudo. Em Santo Ângelo fundaram o Rincão dos Roratto.
Na região central do estado é que permanece a maior concentração. Isso, em função de lá se localizar o ponto de chegada dos imigrantes. Santa Maria, São Pedro do Sul, Faxinal do Soturno, Vale Vêneto e Silveira Martins, estas são as localidades, que pode ser encontrados um grande número de pessoas da família.
Também muitos foram para Passo Fundo, Serra gaúcha, Sapiranga e Porto Alegre.
No Rio Grande do Sul encontramos descendentes dos imigrantes da família em Bagé, Bento Gonçalves, Campo Bom, Cambará do Sul, Canela, Candiota, Capão da Canoa, Catuípe,Caxias do Sul, Esteio, Faxinal do Soturno, Giruá, Horizontina, Hulha Negra, Ijuí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pejuçara, Pelotas, Porto Alegre, Restinga Seca, Santa Maria, Santa Rosa, Santiago, Santo Ângelo , Santa Cruz do Sul, São João do Polêsine, São Luiz Gonzaga, São Marcos, São Martinho da Serra, Sapiranga, São Pedro do Sul, Silveira Martins, Três de Maio e Tucunduva.




Santa Catarina - Nos anos 60 e 70 do século passado, muitos descendentes da 4ª Colônia, Santa Rosa, Ijuí e Santo Ângelo, emigraram para outros estados como Paraná e Mato Grosso.
Ainda vindos da Quarta Colônia e se estabeleceram em SC, principalmente em Concórdia e Chapecó. Num número menor destacamos as cidades de Balneário Camboriú, Belmonte, Criciúma, Florianópolis, Forquilhinha, Jaraguá do Sul, Joinville e Taió.
Paraná – Nesse estado, um grupo numeroso de famílias descendentes existe neste estado e avançam fronteiras pelo país.
Muitos deixaram o RS para novos locais de trabalho em outros estados, principalmente no oeste paranaense – Foz do Iguaçu. Saíram cedo (1927) deixando o solo gaúcho e se tornando paranaense por adoção, onde os descendentes contribuíram muito para o desenvolvimento da região. No Paraná, principalmente no oeste como Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e na Capital Curitiba, onde está a maior concentração. Além destas cidades podemos em Céu Azul, Dois Vizinhos, Guarapuava, Araruna, Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Goioerê, Maringá, Jardim Alegre, Campo Mourão, Braganey, Santa Helena, Sertanópolis, São José dos Pinhais, Londrina, Marialva, Toledo, Santa Cecília do Pavão, Santa Terezinha do Itaipu, Guaraniaçu e Medianeira, que vieram do RS e SP. Em 6 de junho de 2004, obtive com Márcia: Quanto às informações a respeito do meu bisavô Ângelo, provavelmente ele compunha aquele grupo que você descreveu, pois ele nasceu em 1853 e casou-se em 19/12/1875. O Angelo que você cita tinha 33 anos quando desembarcou em 1887, acompanhado de Antônia Calegher Rorato (37). Minha bisavó se chamava, na verdade, Rachele Callegher Rorato e era quatro anos mais jovem que ele (ao menos na certidão de casamento, na Itália, já na certidão de óbito, no Brasil, aparece a diferença de 4 anos realmente), era filha de Luigi Callegher e Marina Olivo Callegher. A tataravó (mãe de Angelo) se chamava Regina Cancellier Rorato, que provavelmente acompanhou os filhos ao Brasil, já o tataravô chamava-se Giovanni Battista Rorato.
Quando visitei a Hospedaria dos Imigrantes em SP, o acervo estava recém informatizado e o único Rorato que descobri foi Domenico Rorato registrado no livro de número 10, página 230 como agricultor. Ele desembarcou em Santos no dia 10 ou 18/04/88, provavelmente integrante do 3º grupo da família. Viajou no vapor La France, junto aos parentes: o irmão Gerolamo de 54 anos e a cunhada Elisabetta de 53 anos, a irmã Luigia (46 anos) e o cunhado Angelo Montagner (56 anos) e os sobrinhos Fortunato (18a), Teresa (16a), Basilio (16a), Tranquillo (12a), Giovanna (10a), Ernesta (07a). Espero que as informações ainda possam ser úteis. Um abraço a você e a sua família.

Célio Aparecido , enviou-me o seguinte e-meil: Moro em Londrina/Pr, trabalho na Universidade Estadual de Londrina e li sua mensagem no site procurando por possíveis parentes. Meu nome é Célio Aparecido Rorato.Meu pai é Pedro Rorato, meu avô Máximo Rorato e meu bisavô Jácomo Rorato, segundo meu pai este último veio da Itália com mais 3 irmãos. Um abraço e boa sorte. Célio 11 de janeiro de 2005.
A maioria dos Rorato dedica-se as atividades da agricultura, mas também um bom número tem atividades na indústria, comércio e serviços. Muito empreendedores montaram o seu próprio negócio com sucessoe muitos em cargos políticos com brilhante trabalho.
Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - Outros estados, com um percentual menor de pessoas que para lá imigraram em busca de novas oportunidades. No Mato Grosso em Água Boa, Caarapó, Cuiabá, Garça, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Tangará da Serra. No Mato Grosso do Sul: Dourados, Campo Grande, Jardim, Naviraí, Rio Brilhante e Sinop, No Espírito Santo: em Viana e Vila Velha. No Distrito Federal em Brasília, Cristalina e Taguatinga.
Outros Estados - No Ceará em Icaraí e Fortaleza. Na Bahia na Capital Salvador e Ilhéus. No estado de Goiás, em Anápolis, Catalã e Goiânia. Em Belém, no Pará, Rio Grande do Norte, na cidade do Rio de Janeiro.
Os Rorato de São Paulo - É o estado que tem uma concentração maior de pessoas com sobrenome Rorato, em função de que a maioria dos imigrantes desta família lá se estabeleceu, e após seus descendentes imigraram para outras regiões de São Paulo, e em outros estados brasileiros, principalmente o oeste do Paraná.
Além da Capital, encontramos famílias com este sobrenome, em Americana, Américo Brasiliense, Amparo, Araçatuba, Ariranha, Assis, Atibaia, Bacaitava, Bauru, Bebedouro, Botucatu, Campinas, Candido Mota, Catanduva, Corumbataí, Cotia, Diadema, Dracena, Florínea, Franco da Rocha, Gália, Garça, Guabiroba, Guarujá, Guarulhos, Igarapava, Ituverava, Jaú, José Bonifácio, Jundiaí, Lençóis Paulista, Lins, Marília, Mauá, Osasco, Ourinhos, Palmital, Paraguaçu Paulista, Pindorama, Piracicaba, Pitangueiras, Praia Grande, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Primavera, Ribeirão do Sul, Ribeirão Preto, Ribeirão Pires, Santa Adélia, Santa Bárbara do Oeste, Sales Oliveira, Santo André, São Bernardo do Campo, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Manuel, São Paulo (Capital), Sorocaba, Tatuí, Taubaté, Tupã, Uchoa, Vinhedos, Votorantin, São João do Pau D’Alho, entre outras.

De São Paulo, recebo a mensagemde Luiz Antônio: Contava o meu falecido pai, após a cidade de Tatuí onde nasceu meu avo. Porem ele comentava que alem de São Manoel, Botucatu e Tatuí, que parte da família foi para o sul do Brasil, parte para as Minas Gerais. E o meu avo se fixou em Duartina próximo a Bauru, que deste hoje, estão espalhados em Bauru, Duartina, São Paulo, Campinas, eu em Valinhos, São Bernardo dos Campos, São Caetano, Ribeirão Pires etc.
Eu fiquei muito feliz em ver seu trabalho.
Estou transcrevendo a minha ascendência, talvez ela cruze com os nomes que você já possui.
Tratará Avos; João Batista Roratto / Angelina Roratto e
Antonio Caleguessa / Santa Caleguessa
Bis avos; Luigi Roratto / Antonia Caleguessa e
Luigi Dall`Ácgua / Lucia Luisotto`
Avos; Luigi Roratto / Amabile Dall`Ácgua
Pais; Armando Roratto / Cicília Simonsini Roratto
Diz Luiz Antonio: Os gregos dividem o amor em quatro palavras uma delas é Stórge que é o amor família o amor do sangue, e eu considero você um homem iluminado e talentoso, justamente em stórge.

Em contato com Giovana Carla: Sou filha de Carlos Alberto Rorato, neta de Antenor Rorato e bisneta de Pedro Rorato.Moro em Guariba, interior de São Paulo, meu pai é natural de Igarapava-SP e o pai dele de Delta-MG já o bisavó não sei ao certo. Diz que vai buscar mais informações.
Também um grupo de SP foi para Minas Gerais, na Capital, Belo Horizonte e na região de Conquista (Guaxima) , Delta e Sacramento. Posteriormente, alguns retornados a SP.
De Uberaba, Claudio, diz: e estou a procura da certidão de nascimento do meu Bis-Avô que se chama "Pietro Rorato" filho de "Florindo Rorato”, se por acaso souber de alguma coisa, por favor, me contate assim que possível. Sendo que só falta esta certidão para tirar a cidadania Italiana. Se por acaso eu puder ajudar também em alguma coisa estarei à disposição. Muito abrigado pela sua atenção ficarei aguardando noticias. Um abraço. 18 de julho de 2005. Cláudio Galeno.
Fora do país - Alguns foram mais longe. Poucos, mas deixaram o Brasil e foram em direção ao Uruguai, em Rivera e Montevidéu.
Quer saber mais? Clique AQUI e fale conosco.

sábado, 4 de outubro de 2008

4ª Colônia de Silveira Martins

A Quarta Colônia de Imigração Italiana é uma região localizada no Rio Grande do Sul, na Mesorregião do Centro Oriental Rio-grandense, e que foi o quarto centro de colonização italiana no estado, apenas depois de Caxias do Sul, Santa Isabel (hoje Bento Gonçalves) e Conde d'Eu (hoje Garibaldi), e a primeira fora da Serra Gaúcha. Próximo ao município de Santa Maria, engloba os atuais municípios de Silveira Martins, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Nova Palma, Pinhal Grande, São João do Polêsine , Agudo, Restinga Seca, Ivorá, O principal centro dessa região é o distrito polesinense de Vale Vêneto.

Distribuição dos Lotes e Núcleos da Colônia, e o local onde se instalou o imigrante Francesco Rorato e sua família.

Francesco Giácomo Rorato e esposa Maria Polidoro Rorato, vieram no primeiro grupo de imigrantes da família e se estabeleceam em Vale Vêneto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Os grupos da família Rorato que imigraram do Vêneto, norte da Itália para Rio Grande do Sul e São Paulo.

Os Rorato imigraram para o Brasil, em grupos e datas distintas, como descrevemos a seguir e que deram início a saga dos Rorato no Brasil.

O primeiro grupo de família que partiu de Chiarano, Província de Treviso, região do Vêneto, norte da Itália, chegou ao Brasil em 15 de abril de 1887, via porto do Rio de Janeiro, tendo como destino a Colônia de SILVEIRA MARTINS. Do Rio até o Rio Grande do Sul, viajaram no navio “Aymoré”. O grupo era assim composto, com suas respectivas idades de chegada ao Brasil: Maria Gotardo Rorato (1) 65 anos, Filomena Rorato (2) 40 anos, Francesco Giácomo Rorato 36 anos, Maria Pollidoro Rorato 30 anos, Isaco Rorato 27 anos, Eugênia Bonetto Rorato 22 anos, Alessandro Mansueto Rorato 9 anos, Augusto Marcelo Rorato 6 anos, Umberto Domênico Rorato 4 anos, Eugênio Telesforo Rorato 2 anos e Ângela Gracioza Rorato 1 ano. Todos tendo como destino Vale Vêneto. Filomena nasceu em Piavon, Maria Polidoro em Cessalto, Eugenia Bonetto em Salgareda e os outros em Chiarano. (1) Arquivo Genealógico de Nova Palma - RS, confirmados pelo A. H. N. e Projeto Imigrantes Ltda. Filomena: (2) única pessoa do grupo que não encontramos registros. È claro, pois ela imigrou anteriormente com seu marido, em data anterior; veio ao Brasil em 1878, casada com Francesco Druzian.
Constam nos registros que todos eram agricultores. Maria Gotardo era viúva de Ângelo Rorato. Veio junto com seus filhos: Francesco, casado com Maria Polidoro; Isaco, casado com Eugênia Bonetto e os demais filhos; Alessandro, Augusto Marcelo, Umberto, Eugênio e Ângela.
Os registros de entrada no Brasil são os seguintes: Maria Gutardo: A. H. Rio G. do Sul – CODICE 191 folha nr. 37, verso lançamento 1904. Francesco: A.H. Rio G do Sul – CODICE 191, folha nr 35, lançamento nr 1697. Maria Polidoro: A. H. Rio G do Sul, CODICE 191, folha nr 35, lançamento 1898. Isaco: A. H. Rio G do Sul. CODICE 191, folha nr 35, lançamento nr 1895. Eugênia Bonotto: A. H. Rio G do Sul. CODICE 191, folha nr 35, lançamento nr 1896. Alessandro: A.H. CODICE 191, folha nr 37, verso, lançamento 1899. Augusto Marcelo: consta como Marcello nos assentamentos. A.H. Rio G. do Sul, CODICE 191, folha nr 37, verso, lançamento 1900. Umberto: A.H. Rio G. do Sul CODICE 191, folha nr 37, verso, lançamento 1901. Eugênio: A.H. Rio G do Sul CODICE 191, folha nr 37, verso, lançamento 1903. Ângela: Consta na listagem como Gracioza. A.H. Rio G do Sul CODICE 191, folha nr 37, verso, lançamento 1902
O segundo grupo da Família Rorato, provavelmente de San Dona di Piave chegou ao Brasil, viajando pelo navio “Bourgogne”, em 07 de julho de 1887, via porto de Santos, e foram se estabelecer em BACAITAVA, Estado de São Paulo: Maria Conccher Rorato70 anos, Antônio Rorato 52 anos, Giovana Frangin Rorato 50 anos, Luigi Rorato 42 anos, Antônia Calegher Rorato 37 anos, Ângelo Rorato 33 anos, Santa Rorato 20 anos, Regina Rorato13 anos, Cecília Rorato 12 anos, Giovanni Rorato 10 anos, Guglielmo Rorato 8 anos, Maria Rorato 7 anos, Giórgia Rorato 4 anos, Giuseppe Rorato 2 anos, Gaetano Rorato 6 meses e Maria Rorato 1 ano.
(A. H. N.)
Nos registros constam todos jornaleiros como profissão. Pelos dados que obtivemos: Maria Conccher era viúva; Antônio, filho de Maria, casado com Giovana Frangin (filhas Santa e Cecília); Luigi casado com Ângela Calegher (filhos; Regina, Guglielmo e Giórgia); Ângelo, casado com Maria (Filhos Giuseppe e Gaetano) e Giovani era filho de Ângelo.
Os registros de entrada no Brasil foram os seguintes: Maria Conccher: H.SP. Matrícuala imigrantes nr 6, folha nr 73, lançamento nr 45912. Antônio: H.I. SP. Matrícula imigrantes, nr 06, folha nr 72, lançamento nr 45902. Giovana Frangin: H.I.SP. matrícula imigrantes, nr 06, folha nr 72, lançamento nr 45903. Luigi: H.I.SP. matrícula imigrantes nr 06, folha nr 72, lançamento nr 45896. Antônia Calegher: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha nr 72, lançamento nr 45897. Angelo:H.I SP matricuala imigrantes nr 06, folha nr 73, lançamento nr 45906. Santa: H.I. SP matrícula imigrantes nr 06, folha nr 72, lançamento nr 45904. Regina: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 06 folha nr 72 lançamento 45898. Cecília: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha nr 73, lançamento nr 45905. Giovanni; H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha 73, lançamento nr 45908. Guglielmo: H.I. Sp. Matrícula imigraantes nr 06, folha 72, lançamento nr 45899. Maria: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha nr 73, lançamento nr 45909.Giorgia: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha 72, lançamento 45900. Giuseppe: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha nr 73, lançamento nr 45910. Gaetano: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha nr 73, lançamento nr 45 910. Maria: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 06, folha 72, lançamento nr 45 901.
(Projeto Imigrantes Ltda.).O terceiro grupo partiu de Chiarano, eram integrantes da família do primeiro grupo, chegou ao Brasil em 03 de janeiro de 1888, viajando pelo vapor “Giulio Mazzino”, com destino a Vale Vêneto na Colônia de SILVEIRA MARTINS. Era formado pelas seguintes pessoas da família com a respectiva idade: Giovanni Batista Rorato 42 anos, sua esposa Tereza Bigaton Rorato 34 anos, Carlota Rorato 16 anos, Celestina Rorato 14 anos, Giachino Rorato 12 anos, Ângelo Rorato 12 anos, Genoefa Rorato 10 anos, Vittório Rorato 8 anos, Benjamino Rorato 5 anos, Frederico Rorato 4 anos e Sílvio Rorato 2 anos.
Giovanni Battista, Celestina, Giachino, Ângelo, Genoefa, Vittorio, Benjamino, Fredrico e Sílvio, nasceram em Chiarano; Tereza Bigaton e Meduna e Carlota em Vicenza. Arquivo Genealógico de Nova Palma – RS e A.H.N.

A informação é que houve um incêndio, o qual destruiu muitos documentos dos imigrantes.
Há relatos dos mais antigos, que um irmão de Giovanni Battista de nome José ou Giuseppe, teria ficado em São Paulo por recomendação médica do sistema de imigração, por haver contraído uma doença, possivelmente uma gripe. Com a perda dos arquivos, conforme descrevemos logo acima, as informações se perderam. Mas, possivelmente Filomena que chegou primeiro ao Brasil, Giácomo, Isaco e Giovanni havia outro irmão, o José. Talvez esta tenha sido uma das causas da morte da matriarca Maria Gottardo Rorato, depressiva por não poder mais ver o filho. Maria faleceu dois anos de sua chegada e tempo depois do desaparecimento do filho.
O quarto grupo dos Rorato chegou ao Brasil, via porto de Santos, em 10 de abril de 1888, viajando pelo vapor “La France”, com destino a CORUMBATAY, Estado de São Paulo. Estão registrados no sistema de imigração como agricultores: Gerolano Rorato (1) 54 anos, Elizabetta Rorato 53 anos, Domênico Rorato 50 anos, Giovanna Luigia Rorato (2) 46 anos, Fortunato Rorato 18 anos, Basílio Rorato 16 anos, Tranquillo Rorato 12 anos, Giovanna Rorato (2) 10 anos e Ernesta Rorato 7 anos. (A. H. N.)
Gerolamo era casado com Elizabetha e tiveram os filhos: Fortunato, Basílio, Tranquillo, Giovanna e Ernesta. Os registros de imigração são os seguintes; Gerolamo: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha nr 230, lançamento nr 92401. Elizabetha: H.I.SP. matrícula imigrantes nr 10, folha nr 230, lançamento nr 92400. Fomênico: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 230, lançamento 92399. Giovana, nada consta em registros. Fortunato: H.I.SP. matrícula imigrantes nr 10, folha 230, lançamento 92406. Basílio: H.I.SP. matrícula imigrantes nr 10, folha 230, lançamento 92402. Tranquillo: H.I.SP. matrícula imigrantes nr 10, folha 230, lançamento 92403. Giovana: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha nr 230, lançamento nr 92404. Ernesta: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 230, lançamento nr 92045.
(Projeto Imigrantes Ltda. RS.)O quinto grupo chegou ao Brasil em, viajando pelo navio “Adria”, 18 de abril de 1888. Desembarcaram via Porto de Santos, em São Paulo, com destino a TATUHY, interior do mesmo estado. Todos constam nos registros como agricultores. Domênico Rorato 50 anos, Giovanna Rorato 45 anos, Giovanni Rorato 27 anos, Giuseppe Rorato 25 anos, Maria Conte Rorato 22 anos, Santa Rorato 20 anos, Isaía Rorato 19 anos, Giovanna Rorato 11 anos e Santo Rorato 1 ano. (A. H. N.)
Domênico era casado com Giovanna, que tiveram os filhos: Giovanni Battista, Giuseppe e Isaía. Santa era enteada de Domenico.
Maria Conte casada com Giovanni Battista, cujo filho se chamava Santo. Os registros de entrada deste grupo são os seguintes: Domenico: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento nr 90549. Giovanna: H.I SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento 90550. Giovanni: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento nr 90551. Giuseppe: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento 90552. Maria Conte: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento nr 90554. Santa: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento nr 90556. Isaía: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento nr 90556. Giovanna: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 230, lançamento nr 92404. Santo: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 10, folha 173, lançamento nr 90555.
O sexto grupo chegou no Brasil, viajando pelo navio “F. Raggio” e desembarcaram em Santos no dia 24 de janeiro de 1896. Também ainda não sabemos a origem, de que localidade do Vêneto procedeu, mas o destino no novo país foi SÃO PAULO-S. P. O grupo era formado por apenas um casal jovem, agricultores, sem filhos, a procura de um futuro melhor, que imaginavam para a América. Eram: Mariano Rorato e Carlotta Rorato, de 25 e 23 anos respectivamente. Os dados são do Arquivo Histórico Nacional.
Registro de entrada de Mariano - H.I.S.P. Matrícula Imigrantes nº 52, folha 215, Lançamento nº 41. Registro de Carlotta: H.I. SP. Matrícula imigrantes nr 52, folha 215, lançamento nr 42.
( Projeto Imigrantes –RS).O sétimo grupo foi o último de sobrenome Rorato, também de agricultores, que imigrou para o Brasil. Isto aconteceu em 02 de janeiro de 1897. Desembarcou do navio “Gottardo” em Santos, com destino a GUABIROBA, São Paulo. Nos registros constam como agricultores. Antônio Rorato 41 anos, Mattilde Rorato 29 anos, Ernesto Rorato 7 anos e Madalena Rorato 1 ano.
Mais Gente: Constatamos também, que aqui chegou uma senhora chamada Augusta Rorato, nascida em Chiarano, em 10 de junho de 1849. Casada com Domênico Meneghel (filho de Osvaldo Meneghel e Caterina Felipeto) nascido em Prata - PD, no dia 14 de outubro de 1846. O casamento ocorreu em Chiarano, no dia 23 de fevereiro de 1870. Do casamento resultaram os seguintes filhos: Filomena, nascida em 17 de novembro de 1870, em Chiarano; Maria, Luigia, Domênica Zelinda e Celindo Luigi, todos em Vale Vêneto. Vieram de Prata - PD. Estabeleceram-se em Vale Vêneto.
(Livro Povoadores da Quarta Colônia, de Righi, Bisognin e Torri.)Há relatos que possivelmente mais duas mulheres com o sobrenome Rorato, casadas com dois Giacomini, chegaram à região de Vale Vêneto.
Na Colônia Jaguari, onde a imigração estendeu-se de 14.09.1888 a 29.08.1906, neste período foram mais de 6.800 imigrantes, inscritos, registrados no Códice AS 290. Nos registros consta que Ângelo Casagrande (n. 125), italiano, 51 anos, casado com Antônia (Rorato) Casagrande, (n. 126), italiana, 51 anos, entrada e estabelecimento 20.09.1888; lote 280 (Linha 5, 25 ha. 155$000), título: 1.9.1892; lotes urbanos 2 e 3, da quadra 46. De solteira Antônia Rorato, Faleceu com 72 anos de idade em 13.7.1907; foi sepultada no cemitério de Jaguari (Ob. II p.28, n.23). Ângelo Casagrande e Antonia Rorato tiveram três filhos, que vieram juntos da Itália. O primeiro, Giuseppe Casagrande, (n. 127), italiano, 22 anos, casou com Margherita Righi, filha de Bortolo Righi e de Luigia Basso, em 22.2.1892 (casamento I, p.15). O segundo filho, Giovanni Casagrande, (n.128) italiano, 20 anos e o terceiro Ângela Casagrande (n. 129), italiana, 18 anos, casou com Andréa Pasquotto (n.198, AS 290) em 27.2.1892 (Cas. I p.17).
( Livro Gênese da Colônia Jaguari, de José Newton Cardoso Marchiori.)Em São Paulo também há relatos que senhoras com sobrenome Rorato, ao se casar na Itália, usaram o sobrenome do marido na imigração, não aparecendo nos registros deste sobrenome.

domingo, 28 de setembro de 2008

O MARAVILHOSO VALE VÊNETO

BERÇO DOS RORATO NO SUL DO BRASIL

A localidade de Vale Vêneto, hoje pertence a o município de São João do Polêsine, no Rio Grande do Sul, embora a aproximadamente 40 quilômetros de Santa Maria, por mais questões política pertenceu ao município de Cachoeira do Sul, sendo a sede distante a de 100 quilômetros de distância. Posteriormente pertenceu a Faxinal do Soturno. Localiza no centro da 4ª Colônia Italiana cuja sede é Silveira Martins, sendo hoje um pólo turístico e cultural, como gostam de ressaltar seus moradores. O Vale fica a uma distância de 8 quilômetros da sede da colônia.
A fundação ocorreu no ano de 1878, quando vieram os primeiros imigrantes italianos oriundos do Vêneto, no norte italiano. Os imigrantes eram muito religiosos. Em 1981, para cá também trouxeram os dois primeiros padres, que pertenciam aos seculares.
Já em 1886, por iniciativa dos moradores, e principalmente de seu líder Paulo Bortoluzzi, que em 1886, fundaram dois internatos para a formação de p
adres e irmãs do Imaculado Coração de Maria.
Neste mesmo ano começou a construção da grande Igreja Matriz, que depois de 21 anos passou a ser inaugurada, tendo como padroeiro Corpus Christi, que inicialmente por determinação dos moradores era a devoção a São Francisco, passando par Corpus Chisti em 1912. Segundo consta, esta transferência de padroeiro ocorreu em virtude da promessa da Condessa Giorgia Maria Augusta, Condessa de Stacpool da Inglaterra, que doou para esta Igreja 3 mil liras, três sinos, tabernáculo, castiçais e outros.

Para preservar a memória do imigrante italiano, foi criado em 1975, o Museu da Imigração Italiana da 4ª Colônia, levando o nome do Padre João Iop, um dos maiores museus no estado no seu gênero, mantendo mais de 4 mil peças e materiais de pesquisas genealógicas dos primeiros imigrantes.
O distrito cultural e turístico de Vale Vêneto, município de São João do Polêsine-RS, situado no centro da Quarta Colônia Imperial, a 40 quilômetros de Santa Maria-RS, destaca-se hoje como pólo turístico e cultural da grande região Italiana.
Teve sua fundação em 1878, por imigrantes da região do Vêneto, norte da Itália.
Os colonos, profundamente religiosos, trouxeram para a colônia os dois primeiros padres seculares do norte da Itália em 1881.
Posteriormente em 1886, chegaram os dois primeiro
s missionários palotino, que em 1892 fundaram os dois maiores internatos do estado para formação de padres e irmãs do Imaculado Coração de Maria.
A majestosa Igreja Matriz de Vale Vêneto começou a sua construção em 1886. Depois de 21 anos passa a ser inaugurada solenemente com um novo padroeiro Corpus Christi. Inicialmente, a primeira devoção trazida pelos imigrantes era a de São Francisco. Em 1912 a matriz passa a ter como padroeiro Corpus Christi. Foi consagrada a Corpus Christi devido a promessa da Condessa Giorgia Maria Augusta, Condessa de Stacpool da Inglaterra. Para tanto, ela ofertou a Igreja 3 mil liras, três sinos, tabernáculo, castiçais e inúmeras alfaias para as funções religiosas.
Em 1975 teve fundação o primeiro Museu da Imigração Italiana em todo estado, Museu do Imigrante Italiano Padre João Iop, hoje considerado o maior museu do Estado no seu gênero. O Museu mantém, além de 4 mil peças v
aliosas, um centro de Pesquisas genealógicas com os nomes dos primeiros imigrantes.
Pontos Turísticos: Os primeiros pontos turísticos do Poético Vale são: a Matriz de Corpus Christi, o Museu do Imigrante Italiano, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, diversos Monumentos e os dois primeiros estabelecimentos de ensino.
Vale Vêneto conta hoje com um moderno Hotel Turístico: Pousada Vêneta, com Restaurante Italiano, Padaria e Agência de Viagens Nacionais e Internacionais. Situa-se num dos pontos turísticos do Vale. (Pe Clementino Marcuzzo).


Vale Vêneto é o Berço dos Rorato no Sul do Brasil
Clique aqui e veja belas fotos desta localidade.

Cronologia de Vale Vêneto:
Em 1877 - Chegada dos primeiros imigrantes italianos oriundos do Vêneto, norte da Itália, para 4ª colônia com sede em Silveira Martins. Em 1878 - Povoamento do distrito de Vale Vêneto, com cerca de 300 famílias de imigrantes italianos. Em 1881 - Os colonos, muito religiosos, trouxeram os dois primeiros padres da Itália. Em 1886 – Com a chegada dos imigrantes italianos, as terras de propriedade de Manuel Py, passou a ser denominada de Polêsine, devido à semelhança com as planícies do Vale do Rio Pó, ao norte da Itália. Mais tarde passou a chamar-se São João do Polesine. Em 1886 - Chegada os dois primeiros padres Palotinos, começando a construção da Igreja Matriz de Vale Vêneto. Em 1892 - Fundação de dois internatos para formação de padres e irmãs do Imaculado Coração de Maria. Em 1911 - Criação da Paróquia de Vala Vêneto. Em 1912 - A matriz passa a ter como padroeiro Corpus Christi. Segundo a história, foi consagrada a Corpus Christi devido ao cumprimento de promessa pela Condessa Giaorgia Maria Augusta, Condessa de Stacpool da Inglaterra. Ofertou à Igreja 3 mil liras, três sinos, tabernáculo, castiçais e inúmeras alfaias para as funções religiosas. Em 1959 – Emancipação de Faxinal do Soturno e Vale Vêneto é considerado o Berço Histórico do Município.Em 1975 - Fundação do Museu do Imigrante Italiano Padre João Iop, um dos maiores museus do Estado no gênero.Em 1993 - Emancipação da Cidade São João do Polêsine. Em 1994 - Criado o Distrito de Vale Vêneto, pertencente a São João do Polêsine.