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Quarta Colônia Italiana do RS

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

FAMÍLIA DE GIOVANNI BATISTA RORATO e TEREZA BIGATON RORATO

Giovanni Battista chegou um ano após seus irmãos na Quarta Colônia e se estabeleceu em Ribeirão.


Giovanni Batistta Rorato, era o primogênito de Ângelo e Maria. Nasceu em Chiarano, no dia 21 de janeiro de 1846. Chegou ao Brasil, no vapor Giulio Masin, um ano depois de sua mãe e seus irmãos, em 03 de janeiro de 1888, casados, com 42 anos de idade, na 2ª turma dos Rorato. Veio para o sul atrás dos familiares, em quanto os outros integrantes do grupo permaneceram em São Paulo. Levando-se em consideração a idade de Giovani, provavelmente Ângelo e Maria contraíram núpcias no ano de 1947. Giovanni Batistta casou com Thereza Bigatton, (nasc. 21.02.1854) no dia 21 de novembro de 1871. Faleceu em Ribeirão em 11 de outubro de 1923. Sua esposa Tereza nasceu em Meduna di Livenza e veio ao Brasil com 34 anos de idade. Nascida no dia 21 de fevereiro de 1854 e falecida em 27 de março de 1932, em Ribeirão. Era filha de Osvaldo e Domênica Bigatton. Giovanni veio ao Brasil já casado, em 3 de março de 1888. Cogitasse, pois não temos informações concretas, que a primeira cirurgia feita na região foi no ano de 1947, em Ribeirão, e foi em Giovanni Batistta. O mesmo havia sido acometido por um problema intestinal, hérnia estrangulada, e que segundo o médico, que viera de Cachoeira do Sul, só uma cirurgia o salvaria. Esta foi feita na dura sorte. Comenta-se que seus gritos de dor ouviam-se a grande distância. Giovanni se estabeleceu em Ribeirão com um moinho colonial em sociedade com seu irmão Isaco, sendo mais tarde desfeita a sociedade. De seu casamento com Tereza, resultaram os seguintes filhos: Carlota, Celestina, Giachino, Ângelo, Genoefa, Vittório, Beniarmino, Frederico, Sílvio, Maria Belmira e Palmira Emília.
1 . Carlota Rorato - nascida em Chiarano, no dia 6 de dezembro de 1872. Veio ao Brasil junto com seus pais, tendo 16 anos de idade. Casou em Vale Vêneto com Michelle Paganotto, no dia 10 de abril de 1891. Residiram em Ribeirão. Miguel, como era conhecido, exercia as funções da lida agrícola e era sapateiro, Consertava e fazia sapatos com formas vindas da Itália. Identificamos dois de seus filhos: Lucia casada como Luiz Baldissera Mariano Paganoto casado com Ignez Dotto.
Via e-mail recebi as seguintes informações: sou Darcy Anna Paganotto "religiosa". Entrei no site da história da família Rorato e vi que Carlota Rorato era minha avó e meu pai, Usílio Luiz Paganotto, era filho caçula dela. Os filhos dela, eam: Mariano, Francisco, Severino, Antonio, Ginilo (falecido), Sibilio, Darcy, Theonilo, Gelsa, Celia, Giselma, Jovino (falecido). Danila casada com Carlos Vaz. Genilo casado com Terezinha Comin. Sibilo casado com Rosa da Silva. Theonilo, casado com Ivone Silva. Gelsa casada com Afonso Toniolo, Célia casada com Emir Pedrolo. Giselma casada com Wagninton de Paiva.
Nota do blog: Obrigado pelas informações Darcy! Foram muito importantes para o nosso trabalho de resgate da história da família.


2 . Celeste Rorato (Celestina) - Nasceu em Chiarano, no dia 26 de março de 1874. Casou com Luigi Bevilácqua, em 29 de abril de 1891. Luigi nasceu em Piavon - TV., em 30.08.1869 e era filho de Davide e Maddalena Caberlotto. Tiveram os seguintes filhos: Antônio, Giovani, Davide, Maddalena, Augusta, Francesco, Oxílio, Tereza e Pietro.
3 . Gioachino Rorato (conhecido por Joaquim), - nascido em Chiarano no dia 26 de julho de 1876. Era conhecido como Joaquim, tradução de seu nome para o português. Quando chegou ao Brasil tinha 12 anos. Era irmão gêmeo com Ângelo. Casou com Maria Lazzari, no dia 20 de abril de 1904. Filhos: Fernando, Carlos, João, Francisco, Amália, Marcelina, Frederico.


Fernando Feliciano Roratto e Ângela Cossettin
4 . Ângelo Rorato - irmão gêmeo de Giachino, nasceu em Chiarano 26 de julho de 1876, como seu irmão, tinha 12 anos, quando aqui aportou. Era solteiro. Possuía deficiência visual. Adulto, foi encaminhado para o Rio de Janeiro, com o propósito de aprender o “Braile”. Pelas informações fornecidas, o mesmo aprendeu bem e rapidamente esta linguagem. Lá, conseguia sua sobrevivência, sozinho. No Rio faleceu e lá também foi sepultado.
5 . Genoveffa Rorato – Nasceu em Chiarano no dia 18 de março de 1878 e aportou no Brasil com 10 anos de idade. Casou com Ausílo Marchezan (ou Aussílio) em 8 de junho de 1896. Viúva casou pela segunda vez com Luigi Piveta em 21 de janeiro de 1906. Luigi faleceu com mais de 100 anos de idade. Ausílo era filho de Alessandro Silvério Marchesan, de Castelo di Godego. Vieram em 1886, assim como Luigi e Giuseppe, irmãos. Alessandro veio com a esposa Maria Zuchello e com o filho único Ausílo. Foram para Ribeirão – São João do Polêsine.
6 . Vitório Rorato – Nasceu em Chiarano no ano de 1880 e faleceu em 05 de junho de 1888, portanto, 8 meses após sua chegada no Brasil. Morreu de moléstia desconhecida, e foi sepultado em Vale Vêneto pelo Padre Schuster, registrado em Silveira Martins.
7 . Benjamino Rorato – Nasceu no dia 23 de junho de 1833, em Chiarano. Quando imigrou para cá tinha cinco anos de idade. Casou com Maria Bordignon, em Vale Vêneto, no dia 13 de setembro de 1908. Era mais conhecido por Benjamim. Do casamento, tiveram os seguintes filhos: Alexandre João, Ida, Genovefa, Eugênio, Olinto, Paulo, Tereza, Anastácio, Anastácia e Elisa.
7.1 – Alexandre João Rorato – Nasceu em Três Vendas, Restinga Seca, no dia 18 de novembro de 1910. Casou com Albina Pauletti. Viúvo casou pela segunda vez com Ângela Rosa Morin. Alexandre faleceu no dia 21 de dezembro de 1971. Do primeiro casamento vieram os filhos: Alfredo, Maria, Marcelino e Isvaldina Leonir. Do 2º casamento vieram: Célia, Nilsa, Odacir, Valdir, Orlandina, Idalina, Valderina, Valmi, Dionísio e Ordalina.
7.2–Ida Roratto – Solteira. Nasceu em Três Vendas. Está sepultada em São Caetano, Três de Maio.

Ida Roratto
7.3 –Genovefa Roratto - Nasceu em Três Vendas. Solteira.
7.4 - Eugênio Roratto – Natural de Três Vendas. Em 26 de fevereiro de 1937 casou com Adelina Bolzan, nascida em 12 de agosto de 1914. Após o nascimento dos primeiros filhos, imigraram para as terras vermelhas e férteis de Santa Rosa, hoje Três de Maio, em Santo Antônio, na esperança de uma vida melhor. Da descendência vieram 10 filhos, 26 netos e sete bisnetos, que veremos a seguir. Filhos: Vilson, Dilma, Nelson, Ari, Gabriel, Vitélio, Élio, Lauri, Clair e Irani.

Eugênio Roratto e Adelina Bolzan Roratto

7.5 – Olinto Roratto – nascido em 8 de agosto de 1927 e faleceu em 1º de março de 1996. Está sepultado em Santo Antonio. Casado com Henriqueta Pauletto. Ela ainda reside em Consolata – Três de Maio. Filhos: Olga Roratto, Carlos Roratto, Lourenço Roratto, Jacinta, Lucilia, Maria, José, Oscar, Jorge, Lúcia, e Ana.

Olinto Roratto


7.7– Paulo Roratto – casado com Ana Turra em Três de Maio. Paulo é falecido. Sepultado em São Caetano - Três de Maio. Filhos: Lauri
7.7 – Tereza Roratto – Solteira. Faleceu em julho de 2006.
7.8 –Anastácio Roratto –casado com Tereza...
7.9 – Anastácia Roratto – Freira.
7.10 - Elisa Roratto - Freira.
8 . Federico Roratto – nasceu em Chiarano, no dia 29 de setembro de 1884. Veio para o Brasil com quatro anos de idade. Casou com Henriqueta Casarotto, em 4 de setembro de 1912 em Vale Vêneto. O casal teve nove filhos: Flávia Tereza, Juliana, Ottília, Aldo, Olímpio, Valídio, Dilma, Maria e Lídia.


Federico Rorato e Henriqueta Casarotto
Dylma Julia e Otília

Dylma, Maria, Tereza e Validio.

9 . Sílvio Rorato – nasceu em Chiarano, no dia 20 de outubro de 1886. Veio para o Brasil com dois anos de idade. Casou com Catarina Dotto, em 30 de setembro de 1910. Filhos:
9.1-Iolanda
9.2-Udino
9.3-Geraldo Gentil
9.4- Genésio - nasceu no RS, casou comMaria Simion Rorato em Foz do Iguaçú.
9.5-Camilo Perpetuo
9.6-Atico
9.7-Eusebia - casou com Pedro de Nadai.
A família De Nadai chegou em Foz do Iguacu no ano de 1945, conhecendo assim, a família Rorato, que já possuía raízes profundas nessa terra. Deste encontro, casaram-se Euzébia e Pedro, no dia 12 de abril de 1947, sob a benção de D. Manoel Konner.

Casados, começaram uma nova vida, com inicio árduo, mas sempre de mãos dadas. Nao mediram esforços diante das dificuldades ao longo dos anos..Era um compromisso sério, com dedicação especial à educação e formação dos filhos.

Foram verdadeiros desbravadores , contribuindo e crescendo com a cidade de Foz do Iguaçu. Em 1972 a cidade sofreu um grande impulso demográfico econômico. A família Nadai, que era tradicional na cidade, teve visão empreendedora no momento em que a cidade precisava de melhorias na sua infraestrutura, sabendo que as belezas poderiam ser atrativos da cidade, transformando-se em destino turístico.

Com muita dedicação, o hotel Nadai inaugurou em julho de 1981 com 42 apartamentos, seguindo pouco tempo depois pela primeira ampliação, passando a ter 82 apartamentos e atualmente possui 130 apartamentos.


9.8-Celestino - nasceu no Rs, casou com Fermina Benitez e reside em Foz do Iguaçú.
9.9-
Anna Roratto, nascida em 30 de julho de 1933 e falecida com 36 anos. Casou com Iseu Antônio De Nadai, tiveram 9 filhos:

 
9.9.1  - Maria Rosa De Nadai  casada com Mario Wrobel,

9.9.2 - Darci de Nadai casado com Rosane,
9.9.3 - Lurdes Nadai casada com Aruzi Okano,  
9.9.4 - Dirce de Nadai casada com Odair Canelli,
9.9.5 - Jaci casada com Wilson Costa,
9.9.6 - Maria Aparecida,
9.9.7 - Jane Cecilia casada com Wilson Mantovani,
9.9.8 - Salete de Nadai casada com Roque Sutil e
9.9.9 - Diacir de Nadai casado com Elizabeth. 
Somos em 25 netos. As informações foram prestadas por Regiane Wrobel Duarte, filha de Maria da Rosa e Mário.

9.10-Perpetua Camila
10 . Maria Emília Belmira Rorato nasceu em Vale Vêneto, no dia 12 de junho de 1892. Solteira. Faleceu em Vale Vêneto, no dia 30 de junho de 1891.
11 . Palmira Emília Rorato (Palma) – nasceu em Vale Vêneto, em 25 de abril de 1893. Solteira, faleceu em quatro de dezembro de 1938.



Validio Roratto

Família de Ângelo Rorato e Maria Guttardo Rorato

O tronco dos Rorato no Sul do Brasil

Ângelo Rorato, nasceu em Chiarano, província de Treviso, região do Vêneto, norte da Itália. Não conseguimos datas referentes ao nascimento, casamento e morte do mesmo, pois faleceu na Itália. Casou com Maria Gottardo (foto acima), nascida em 1819, também em Chiarano. Filha de Giovani Batista Guttardo e Ana Manzatto. Maria veio viúva para o Brasil com seus filhos. Aqui aportou em 15 de abril de 1887, e aqui faleceu em 17 de outubro de 1989, dois anos após sua chegada. Foi sepultada em Vale Vêneto. O casal foi abençoado com 4 filhos: Giovanni Batistta, Filomena Francesco Giácomo e Isaco.

Certidão de Nascimento (2ª via) de Francesco Giácomo Rorato, feita em 1994 em Chiarano.

Maria Gottardo Rorato, instalou-se em Vale Vêneto, ficando próxima de seus filhos, que eram Filomena foi com sua família para São Rafael. Francesco permaneceu em Vale Vêneto e Isaco se estabeleceu em São João do Polêsine. Giovanni Batista, o filho mais velho, desembarcou no Brasil no ano seguinte, no dia três de janeiro de 1988, e se instalou em São Rafael. Giovanni chegou na colônia, juntamente com mais oito famílias de imigrantes, com 60 membros de várias regiões italianas.A matriarca faleceu há apenas dois anos após sua chegada, no dia 17 de outubro de 1889, com 70 anos de idade, e foi sepultada no primeiro cemitério de Vale Vêneto. Acredita-se que possa ter morrido provavelmente por aborrecimento e depressão, em função de sua idade e também pelas dificuldades da viagem e do sofrimento neste período de sua adaptação no novo mundo. Mas, seus briosos e guerreiros filhos, continuaram a saga desta senhora que foi exemplo de muita coragem e tenacidade no enfrentamento do grande desafio a que se propôs quando deixou a Itália. A esta mulher de fibra, devemos hoje a nossa existência e sigamos seu exemplo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Registro Fotográfico





Registros fotográficos

Propriedade, hoje tapera, que pertenceu a João Rorato próximo a Vila Ceolin em São João do Polesine.
Comentário: Olá, sou José Ricardo, filho de Getúlio (3º filho de Otávio Roratto), fiquei muito feliz com a história de nossa família, nasci em Polêsine e morava na colônia da Larangeira, hoje moro em Alegrete.Lendo as palavras do Pe Ilvo me remeti àquele lugar (quanta saudade), de lá sai com 8 anos, lembro da casa antiga com a cozinha separada, do galpão de dois andares (hoje pertencentes a meu tio Elias) do cerro com suas nascentes de água cristalina, dos vizinhos (Buriol, Pozzobom, Pivetta, Pavanato, dos Santos (quem não lembra do Seu João, Neno, Eli), dos Ceolin e tantos outros que seria impossível citá-los todos.Obrigado por me oportunizarem conhecer a minha própria história.(zeroratto@bol.com.br)José Ricardo.

Casa de José Domingos Rorato, que pertenceu a seu pai, o imigrante Francesco Giacomo, que foi destruída por um temporal em 1964.


.José Domingos Rorato acompanhado por dois netos
Federico Rorato
Vale Vêneto


Memorial
Tres Vendas

Dr. PASINI – A PRIMEIRA CIRURGIA

Sem recursos adequados e tendo como local um hospital provisório é feita a primeira cirurgia em imigrante.

O Dr. Passini (*) foi um homem que causa muita admiração entre os habitantes da Quarta Colônia, sobretudo, Ribeirão e São João do Polêsine, ainda nos dias de hoje. Em seus 70 anos foi Médico, farmacêutico, professor, Coronel da Guarda Nacional do Brasil, jornalista, comerciante, inspetor das escolas do quinto distrito de Cachoeira do Sul, zelador e fabriqueiro da igreja, tendo chegado em solo brasileiro com 35 anos.Ao instalar em Ribeirão, em 1904, continuava a escrever reportagens ao Jornal de Porto Alegre onde havia trabalhado como redator e instalou sua farmácia com grande estoque de medicamentos, laboratório e ambulatório, onde assistia a toda a região. Sua preparação em Medicina aconteceu na Universidade de Veneza-Itália. Sua fama ia crescendo e cresciam também os clientes vindos das mais longínquas localidades a fim de consular com o famoso Doutor Passini (ou Pasin). Tinha a ajuda dos colegas Dr. Sílvio Scopel, de Cachoeira do Sul; Dr. Garcias e Dr. Turi, de Santa Maria e mais tarde do Dr. Wenck, de Dona Francisca, para os casos mais graves. Em Ribeirão realiza cirurgias, a partir de 1914, em sua Escola tendo Hotel Campagna, servindo de hospital provisório, na mesma localidade. Os dois primeiros pacientes foram: Batista Roratto e Ângelo Desconzi. Homem de grande coração foi a Porto Alegre, em 1908, solicitar junto ao governador uma Escola Estadual gratuita para a localidade de Ribeirão, sendo prontamente atendido. Muitos alunos foram alfabetizados pelo professor Pasini, chegando a ter mais de 80 alunos. O Senador Alberto Pasqualini também estudou com Pasini, além de Arlindo Pasqualini, especialista em comunicação e posteriormente diretor e presidente do Jornal Diários Associados, em Porto Alegre, são duas pessoas que se destacaram, entre tantas outras que poderíamos citar aqui. Como Zelador e Fabriqueiro Chefe da igreja São Pedro, em Ribeirão, promoveu a construção de uma nova igreja e toda a alfaia da mesma, além de incentivar e promover grandes festas religiosas naquela localidade. Com seus recursos, mandou confeccionar em torno de 50 ternos completos, tanto para rapazes, quanto moças, distribuindo a população nos dias que precediam as festas. Seu carro, o único da região, causava medo e curiosidade entre a população, um Ford 29, que fazia com que, ao passar, as pessoas cheirassem o chão para sentir o odor das borrachas dos pneus. Dr. Pasini foi um líder nato, em todos os segmentos da sociedade, merecendo nosso respeito e admiração.

Fontes de referência: Depoimento de Dirceu Guarienti. Livro: Ribeirão Sua Fundação, sua história, seu povo, sua memória de Granadilia Foletto, depois como local de recuperação. (Disponível em < http: /www. polesine.com.br > acessado em 09/04/2004.).

( * ) GUIDO CARLOS PASINI – filho de Giovani Pasini e Tereza Pavanetto, nascido em 19.12.1859, em San Giácomo di Treviso. Esta sepultado em Ribeirão – São João do Polêsine – RS. (do livro: Colonizadores da Quarta Colônia.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

OS ENCONTROS DA FAMÍLIA RORATO

Descendentes de Ângelo Rorato e Maria Gotardo Rorato se reúnem no sul do Brasil. Já foram realizados dois encontros dos descendentes de Ângelo e Maria Gotardo Rorato. Os encontros aconteceram por iniciativa de pessoas como Paulo Roberto Rorato de Santa Maria e Adagir Celestino Rorato de Faxinal do Soturno, que foram incansáveis na organização destes. Os encontros foram organizados com objetivo dos parentes se conheceram recordar o passado, manter via a tradição italiana, os usos e costumes trazidos pelos nossos antepassados, através da conversa e da cantoria, dos jogos de mora, baralho, entre outros e conhecer novos parentes e estabelecer grandes e duradouras amizades.

O primeiro encontroEste aconteceu no dia 20 de agosto do ano 2.000. O local escolhido foi Vale Vêneto, por ser lá o berço dos Rorato, no sul do Brasil. A festividade iniciou às 8 horas, com a identificação dos descendentes presentes. Às 10 horas, houve missa celebrada pelos padres palotinos Clementino Marcuzzo e os irmãos Lauro Trevisan e Vítor Trevisan, descendentes da família. Durante o sermão o Padre Lauro fez um grande relato sobre a viagem dos imigrantes até chegar ao vale. A missa foi acompanhada nos cantos pelo Coral Santa Cecília, comandado pelo maestro José Paulo Rorato. Fazem parte deste coral Adagir C. Rorato e sua esposa Nilva Zanini Rorato. Foi uma missa inesquecível. No final, todos de mãos dadas cantavam a música considerada um hino aos imigrantes “Mérica, Mérica, Mérica...” e se abraçaram. Ao meio dia foi servido um almoço à italiana, para mais de 300 participantes. Durante o resto da tarde houve confraternização, a identificação do grau de parentesco entre os presentes através da conversa e muita diversão.
O segundo encontroFoi no ano de 2.001, no dia 13 de outubro. Às 10 horas houve uma celebração de missa pelos padres palotinos Ilvo Roratto e Vítor Trevisan, na Igreja Corpus Christi de Vale Vêneto. Auxiliaram na missa com as leituras os irmãos A. G. Rorato e Lucina Maria Rorato. Os cantos foram acompanhados pelo Coral Santa Cecília de Faxinal do Soturno, dirigido pelo maestro José Paulo Rorato. Após todos se dirigiram ao Salão Paroquial para a identificação e almoço. Nele foi servido, bife à milaneza, galeto, rizoto, pão e cuca, e saladas. Das 15 horas às 19 horas houve um show-baile com Kiko Lemos de Santa Maria, que animou a festa divertindo os presentes. À noite houve um jantar à italiana para os que lá ainda permanecia. O cardápio era sopa de agnolini, pão e cuca e salada. Neste encontro não houve uma participação grande como no anterior. O padre Ilvo Roratto, foi sábio em falar, durante o sermão da missa, referindo-se ao número de pessoas, comparando com o encontro anterior: “são em menor número, mas os peixes que estão aí, são graúdos e fortes”, é claro, com capacidade de bem representar e compensar os ausentes.

Comunidade de Esquina Londero

Em busca de oportunidades um grupo de descendentes de italianos deixa a 4ª Colônia e se embrenham na mata próximo ao Rio Uruguai na divisa com a Argentina.
Na década de 1930, um brasileiro de nome Itálico Londero, adquiriu uma gleba de terras na vizinha República Argentina, na Província de Missiones, para a exploração de madeiras.
Londero era natural de Santa Maria. Instalou s
errarias e beneficiadeiras de madeira na costa do rio Uruguai. Reuniu para isso, um grande número de trabalhadores, formando pequenas povoações, dos quais a maioria eram de brasileiros.

A única via de transporte para essa população era o rio Uruguai A povoação ali formada passou a chamar-se Londero, devido ao nome do proprietário da gleba e das indústrias.
Na década de 1940, famílias dos municípios de Cachoeira do Sul e de Santa Maria entre outros, vieram estabelecer-se na costa do rio Uruguai, e
m terras brasileiras, em frente ao referido Londero, no então município de Santa Rosa.
De início foi aberto um porto na costa brasile
ira para facilitar as relações entre os dois núcleos de povoação, pois, grandes partes dos provimentos, para os moradores da Argentina, eram feitas no Brasil. Este porto passou a chamar-se Porto Londero, do lado brasileiro e Puerto Londero do lado argentino.
Mais tarde, com a vinda de novas famílias a povoação brasileira foi aumentando. Foram abertas estradas e as moradias aumentavam em
número.

Primeira igreja católica inaugurada em 1949, cuja primeira cristã batizada foi Lucina M. Rorato.
Pensou-se logo na educação e formação dos filhos. Assim era necessária a construção de uma escola para o atendimento do ensino às crianças. A idéia foi lançada e logo a obra foi atacada.
O lugar par a escola foi escolhido uma localidade mais central, acessível a maioria da população, distante a 4 quilômetros do porto. Ao redor da escola, que serviu de igreja por muito tempo, instalaram-se diversas famílias, formando uma peq
uena e próspera população que passou a chamar-se esquina Londero. Foi primeiro Professor o Senhor Aurélio Nogara, pessoa da própria comunidade que possuía maiores formações.
Havendo ali um entroncamento de estradas, passou
a chamar-se Esquina Londero, que se localiza no interior de Dr. Maurício Cardoso, à margem esquerda do Rio Uruguai, aproximadamente 10 quilômetros da. Na época de fundação pertencia a Santa Rosa. A partir de 1954, ao município de Horizontina. A partir de 1988, com a emancipação de Dr. Maurício Cardoso, pertence a este município.
As primeiras famílias colonizadoras chegaram na década de 40, de origem italiana, provindos das localidades de Vale Vêneto, Ribeirão, São João do Polêsine, Val Fetrina, Val Veronês e Val de Buia, na 4ª Colônia. Na verdade eram filhos e neto
s de imigrantes que com a formação de novas famílias não havia mais espaço naquelas comunidades. Com o surgimento da Colonização de Santa Rosa, com novas terras, para cá vieram e se estabeleceram para dar uma condição melhor de sobrevivência e futuro para seus filhos. Eram famílias com grande número de filhos.
As famílias de descendentes de italianos vindas da 4ª Colônia eram: os Chiapinotto, Dotto, Ferrari, Bolzan, Foletto, Pivetta, Rorato, Guarienti, Cremonese, Zanini, Nardi, Nogara, Bortolin, Desconsi, Rossarola, Vicentini, Tonel, Michelotti, So
mavilla e Pozzobon. Depois vieram famílias italianas e de outras etnias.





Em primeiro plano, onde a família de Atanásio se estabeleceu e fixou sua morada por 45 anos. Hoje resta somente a lavoura. Ao fundo a localidade de Esquina Londero.



Comunidade de Esquina Londero

Casa Comercial da localidade que teve seu auge nas décadas de 50 e 60

Rorato - Em 1949, Atanásio Rorato transferiu residência de Vale Vêneto, para a Esquina Londero, onde adquiriu uma propriedade rural de 12 hectares. Naquela época a comunicação e os meios de transporte eram muitos difíceis. Encontrava-se muito pouco com os familiares, apenas em casamentos ou em caso de morte de familiar. Certa vez ficou 20 anos em ver seu irmão Luís, que morava na época em Manoel Viana. Encontraram-se no enterro da mãe Eliza. Desbravando muito mato no início e desenvolvendo atividades agrícolas até sua aposentadoria e onde criaram seus cinco filhos, todos lá nascidos. Sempre foi membro ativo na comunidade religiosa e escolar. Após ter criado, educado e encaminhado os filhos para a vida através dos estudos, mudou-se no ano de 1985 para a cidade de Santa Rosa, onde permaneceu até o final de sua vida.
Atanásio Rorato nasceu em 19 de setembro de 1920 em Vale Vêneto. Casou no dia 23 de agosto de 1947, com Clotilde Maria Dotto, nascida em 5 de maio de 1923, na Linha da Glória. O casamento civil ocorreu no cartório de Silveira Martins e o religioso na Igreja Corpus Christi de Vale Vêneto. Clotilde é filha de Ângelo Bráz Dotto e Marcelina Iop.

Professora Lucina M. Rorato - nasceu na comunidade, estudou e se tornou professora. Foi uma grande líder na juventude, coordenado vários projetos, enquanto lá residiu.

Comunidades de Santo Antonio e São Caetano

Três de Maio - RS., também abrigou filhos de imigrantes da família Rorato.

Os filhos dos imigrantes Benjamin Rorato e Maria Bordignon, Eugênio, Alexandre João, Eugênio, Olinto, filhos de naturais de Três Vendas, Restinga Seca, na 4ª Colônia, emigraram para as terras vermelhas e férteis de Santa Rosa, hoje Três de Maio, no distrito de Consolata, no início da década de 40, nas comunidades de Santo Antônio e Paulo, Ida e Tereza em São Caetano, na esperança de uma vida melhor, onde se fixaram e formaram sua descendência. Dedicavam-se a agricultura com muito trabalho e abnegação. Gostavam do que faziam.

Também se estabeleceram nas redondezas, os filhos de Federico Rorato e Henriqueta Casarotto: Olímpio, Ottília e Aldo. Muitos descendentes deixaram, amigos e familiares próximos e foram buscar novas terras nos estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, pois as famílias cresciam e os espaços para a agricultura diminuindo, obrigando a imigração para estes estados, além de cidades da região. Mesmo assim, existe um grande número de famílias que permaneceram.
Santo Antônio e São Caetano são pequenas comunidades, mas grandes na sua atuação dentro do município de Três de Maio, gerando muita riqueza na área da agricultura, produzindo soja, trigo, milho e leite.

O povoado Santo Antonio realiza anualmente no mês de junho a festa de seu padroeiro, que empresta o nome para a localidade, onde os moradores daquela região reúnem-se e festejam seu padroeiro. Comunidade com muita fé e religiosidade, calcada nos princípios morais e cristãos herdados dos antepassados.
Foto acima: Capela do Povoado Santo Antônio. Foto abaixo: Capela de São Caetano-Três de Maio-RS.